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Amazonas
abril 20, 2026
JustiçaPolícia

STJ vai decidir liberdade dos réus do Caso Djidja entre 11 e 17 de dezembro

A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) agendou, para o período de 11 a 17 de dezembro, o julgamento dos habeas corpus dos envolvidos no Caso Djidja, após a anulação da sentença que havia resultado em condenações. Entre os réus estão Cleusimar e Ademar Cardoso, mãe e irmão de Djidja, que permanecem presos há cerca de 1 ano e 5 meses — tempo equivalente a um terço da pena que tinham recebido.

O ministro Sebastião Reis Júnior determinou que todos os pedidos sejam analisados em conjunto. A advogada Nauzila Campos, que esteve em Brasília acompanhando os processos, avalia que o momento é favorável para a defesa.

Segundo ela, as prisões foram mantidas com base em fundamentações frágeis.
“As decisões estão apoiadas em risco abstrato. Eles não são traficantes, mas dependentes químicos. As provas não se sustentaram e ficaram ainda mais frágeis com o passar do tempo. Não há justificativa para manter essas prisões”, declarou.

Outra acusada, Verônica Seixas, cumpre medidas alternativas e está há mais de um ano sob monitoramento por tornozeleira eletrônica. Para familiares, o julgamento pode representar um “alívio” após meses de espera.

O que sustenta o pedido de liberdade

A defesa tem reforçado alguns pontos-chave:

  • Risco abstrato: Nenhuma das decisões demonstrou ameaça real à ordem pública.
  • Nulidades processuais: O juiz que assinou a sentença anulada foi posteriormente aposentado compulsoriamente pelo Tribunal de Justiça do Amazonas, após apurações sobre corrupção e outras irregularidades.
  • Excesso de prazo: Os réus já cumpriram período significativo de prisão preventiva.
  • Precedentes do STJ: A Sexta Turma tem concedido liberdade em casos semelhantes, substituindo a prisão por medidas cautelares.

Com esse conjunto de elementos, a defesa acredita que o STJ pode optar por relaxar as prisões, substituir por medidas alternativas ou até mesmo conceder liberdade de ofício.

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