O município de Nhamundá (a 383 km de Manaus) vive dias de angústia com o desaparecimento de Romildo Oliveira, de 41 anos, conhecido popularmente como “Moura”. O mergulhador, famoso na região por realizar resgates de pessoas e equipamentos em rios e igarapés, desapareceu na última quinta-feira (18) enquanto tentava localizar um motor tipo “rabeta” no fundo do Rio Nhamundá.
Segundo relatos de testemunhas que acompanhavam o serviço na zona rural, Moura submergiu para o trabalho, mas não retornou à superfície. Um detalhe alarmante chama a atenção das autoridades: no momento do mergulho, o profissional não estaria utilizando equipamentos de segurança adequados. A prática do mergulho em “apneia” ou com equipamentos improvisados é comum no interior do Amazonas devido à escassez de recursos, transformando uma atividade de rotina em uma armadilha fatal.
Logística de Socorro: A Espera pelo Corpo de Bombeiros
Assim como no caso de Maués, a distância geográfica impõe obstáculos ao socorro. As buscas iniciais foram feitas pela Defesa Civil e por familiares, mas o reforço especializado do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) só conseguiu chegar ao município nesta quinta-feira, vindo de Manaus. A Polícia Civil de Nhamundá investiga as causas do incidente, enquanto as equipes de mergulho dos Bombeiros concentram esforços na área do desaparecimento.
Este novo episódio reafirma a necessidade de políticas de segurança no trabalho para os profissionais que atuam nos rios do estado. Moura era visto como um “herói local” por muitos, tendo ajudado diversas famílias em resgates anteriores, o que causa ainda mais comoção na cidade.
